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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Dia 2 - Chegada à Barra


Era já noitinha quando chegamos à praia da Barra e como o objectivo improvisado de ontem o determinava, queriamos ir pedir alojamento ao farol.

Não foi possível, mas deixaram-nos guardar o equipamento e bicicletas, o que foi uma enorme ajuda. Quem nos abriu a porta foi a porta foi o Rosado, natural de Sagres, onde também trabalhou no farol, lá nos deu uma ajudinha. Para o jantar, levamos o camping gaz e o kit de cozinha para a praia, pareciamos dois mendigos (pelo menos era assim que alguns nos olhavam).

Ao fim da noite, tentamos procurar um café com internet para actualizar o blog, mas paramos no primeiro e abancamos, cansados... Depois de uma conversa agradável com algumas pessoas, fomos então procurar onde acampar. Descobrimos um parque tranquilo junto à ria, a norte da Barra, onde os pescadores enchiam o passadiço e lá ficaram toda a noite. Falavam alto, mas nem os ouvi até às 5 da matina do dia a seguir, "quando já eram mais que as mães".

Dia 2 - O primeiro precalço


Viajem tranquila de Aveiro até à... Praia da Barra?! Nop... Até à entrada do viaduto que nos coloca na Barra...

Pois, nesta viagem nem tudo são rosas... A minha (Gil) corrente rebentou. Por ingenuidade minha. Ao trocar mudanças muito depressa, na subida e com muita tensão na corrente, esta cedeu.. E que lavoura!! Tentamos arranja-la, mas estavamos algo cansados e com uma ventania que provocava um frio muito irritante.
Entretanto, apareceu-nos um senhor que nos queria ajudar. Mas infelizmente, não desfazendo a boa vontade do homem (ao qual agradeço de qualquer forma), acabou por maltratar ainda mais a corrente, ao tentar resolver o problema à pedrada...LOL. Ah, e porque não tinha martelo, senão..ui, ui.. Foi então, que ele decidiu ir a casa buscar a sua enorme caixa de ferramentas e combinamos encontrarmo-nos no portão do Parque de Campismo da Praia da Barra.

Como ir para o Parque de Campismo com uma corrente rebentada??!!


O Fonseca na brincadeira, disse que eu precisava era de um reboque e eu até tinha à mão um cordel, que embora de características muito resistentes, na altura me pareceu algo impossível.
Mas, "voilá", um reboque improvisado!! Como toda a gente que nos conhece já sabe, nós somos como o MacGuiver. Ele com um palito, faz um helicoptero e foge da prisão do recondidos fundos da Mongólia, nós com um cordel, fazemos um parque de diversões! ("Fo..-se, 'tas gordo!!" by Fonseca).

Toda a brincadeira disparatadas e como está a ser habito eu perder coisas, perdi a corrente pelo caminho... O coitado do homem à porta do parque à espera, com a sua enorme caixa de ferramentas, e nós sem a corrente para arranjar... Lá foi ele para trás e encontrou-a, sim senhor!!

Dia 2 - A rivalidade dos 3 grandes


O Fonseca não é grande adepto de futebol, mas nem ele deixou de reparar no aparato de rivalidade que dois vizinhos da Madalena,V.N.Gaia, demonstram fisicamente nas suas casas. Num "tête à tête" de vizinhos de clubes rivais, o resultado está comprovado nas fotos...

Dia 2 - O porquê da Viagem de metro e comboio


Ontem perguntaram-nos o porquê de termos feito as viagens de metro, da Póvoa de Varzim à Senhora da Hora, e de comboio, de Espinho a Aveiro. A resposta é simples, nós somos do norte, eu do Porto e o Fonseca de Amarante, e "ambos os dois" conhecemos muito bem essas zonas. Mas foi inevitável por outro lado, fazer o percurso pela marginal do Porto e Gaia pela sua beleza e por estarmos fartos de andar de metro. (A voz da tipa que avisa as estações que chegamos é irritante!!).

FOTOS PORTO - GAIA:



Dia 2 - Estadia no Quartel dos BVPV

Do dia 17 para dia 18, tivemos uma estadia muito porreira. Ficamos como vos disse no Quartel dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim, que assim como o espírito que os move, se mostraram muito hospitaleiros e "immmpecáavel!".



O Carlos e o Jorge lá nos mostraram a cidade, junto da marginal. Eu só fui à Povoa 3 vezes e quase nada vi de lá. Destaco também o bom humor e amizade que marca o ambiente do turno nocturno que acompanhamos na sala de convívio. Depois o cansaço das pernas se apoderou de nós em forma de muito sono.

Carlos - Gil - Jorge

Com ar muito cansado, de alguém que palmilhou mais km que os dias que viveu desde que nasceu, chegou ao quartel nessa mesma noite um italiano. Apresentou-se como peregrino a caminho de Santiago de Compostela, mas era muito mais do que isso. Pessoa muito ligada ao cristianismo e anarquismo como forma de vida, estudioso em filosofia e com 4 elementos básicos:

-comer (comida vegetariana coriente de bajo precio esta super bien)

-lavar mi cuerpo y las ropas

-descansar (en manera apropriada, dormir al piso esta super bien, ma bajo de lluvia o con mucho frio claro que no)

-tener vestidos para no sofrir frio

(- internet)
Pois, são 5.. hehe. Ah, e não tem dinheiro. A sua filosofia ver como pode viver sem dinheiro e na busca incansável da verdade.

com o Giuseppe De Lucchi

Ele anda à 6 anos na busca incansável por conhecer mais, compreender mais o mundo, em busca da verdade e do verdadeiro sentido da vida, viajando por todo o mundo, conhecendo mais de 48 países. Visitem o seu blog: http://madreterra.splinder.com/.